De Olho na Imprensa: Relatório N° 158
30/09/2026 – 06/10/2026
No DONI, examinamos os textos publicados em O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo que citam o governo federal, o presidente Lula ou personagens e instituições do Poder Executivo. A análise abrange manchetes, chamadas de capa, artigos de opinião, colunas e editoriais1. Acompanhamos também a cobertura das Eleições 2026, com atenção aos presidenciáveis, a outros atores relevantes para a disputa e aos quatro partidos que compõem a série histórica: PT, PL, PSD e MDB.
Os gráficos seguem a agregação mensal, com todo o mês de setembro, e outubro, com dados até o dia 6. O comentário, por sua vez, se concentra na semana de 30 de setembro a 6 de outubro, que inclui o primeiro turno, realizado no dia 4. Para evitar ambiguidade, os valores semanais são sempre identificados como tais2.
PRINCIPAIS RESULTADOS
- ESPECIAL Eleições 2026: o primeiro turno, encerrado com Flávio Bolsonaro à frente de Lula, dominou o noticiário. A disputa respondeu por 72 dos 94 textos sobre o presidente e por 50 dos 73 sobre o governo.
- Lula sob mais críticas: o IV semanal do presidente caiu de −0,73 para −0,88, e os textos contrários passaram de 37 para 44. O Estadão foi o jornal mais negativo (−1,67).
- Governo no pior patamar desde agosto: o IV do governo federal desceu de −1,65 para −1,73, com 46 textos contrários, o maior número desde o início de agosto. No Estadão, o índice chegou a −3,00.
Gráfico 1. Cobertura dos presidenciáveis e de outros atores políticos relevantes para a disputa (IV) 3,4

O Gráfico 1 apresenta o Índice de Valência (IV) mensal dos presidenciáveis e de outros atores relevantes para a disputa de 2026. Lula encerrou setembro com o índice mais negativo do grupo, −0,81, bem menos adverso, contudo, que o −1,34 de agosto. Em seguida vieram Jair Bolsonaro, acompanhado não como candidato, mas como ator central da disputa, com −0,48, Flávio Bolsonaro, com −0,46, e Renan Santos, com −0,30. Romeu Zema (−0,14) e Ronaldo Caiado (−0,10) fecharam o mês próximos da neutralidade. Nos seis primeiros dias de outubro, Lula marca −0,78, Flávio Bolsonaro, −0,28, e Jair Bolsonaro, −0,23, enquanto Zema, Caiado e Santos estão em zero.
Na semana do primeiro turno, o IV de Lula recuou de −0,73 para −0,88, enquanto o de Flávio Bolsonaro melhorou ligeiramente, de −0,33 para −0,28. Das 92 menções ao candidato do PL, 72 foram neutras e 20 contrárias, sem nenhuma favorável, o mesmo padrão da semana anterior, o noticiário sobre Flávio é dominado pelo registro factual da corrida, e a crítica se concentra nos textos opinativos. Exemplos disso são a coluna “Caça às bruxas no Itamaraty”, da Folha, que apontou o risco de perseguição política na proposta de reestruturação do corpo diplomático, e “Quando a Igreja entra na mira”, de O Globo, sobre a acusação sem provas dirigida à CNBB. Jair Bolsonaro, com 41 menções (34 neutras e sete contrárias), ficou em −0,21. Caiado, Zema e Santos, com oito, dez e treze menções, respectivamente, todas neutras, registraram IV zero.
Gráfico 2. Cobertura dos partidos (IV)

No plano partidário, o PT fechou setembro em −0,48, estável em relação a agosto (−0,52), mas outubro em −1,13, o índice mais desfavorável entre as quatro legendas acompanhadas. O PL encerrou setembro em −0,07, com melhora expressiva frente a agosto (−0,26), e registra −0,17 em outubro. O PSD terminou setembro com 0,20, único valor positivo do gráfico no mês, e o MDB permanece em zero desde agosto.
Persiste a assimetria entre as duas principais legendas, com o PT concentrando a avaliação negativa, ao passo que o PL aparece sobretudo no noticiário factual. Na semana, o índice petista caiu de −0,55 para −0,97, resultado de 28 textos contrários e 29 neutros, sem nenhum favorável. Pesou nessa queda a interpretação do primeiro turno como a derrota do “lulopetismo”, sobretudo nas colunas de O Globo, que responderam por sete dos 28 textos contrários ao partido. O PL recebeu 50 menções, quase todas factuais, 44 neutras e seis contrárias, o que resulta em IV de −0,14, frente a −0,08 na semana anterior. O PSD apareceu em sete textos e o MDB, em três, todos neutros. Novo, legenda de Romeu Zema, e Missão, de Renan Santos, não integram a série histórica.
A cobertura eleitoral teve três momentos. O primeiro, antes do pleito, foi marcado pela judicialização. A notícia sobre Nossa Senhora Aparecida abriu uma “guerra de liminares” entre ministros do STF e do TSE. Lula telefonou ao ministro Flávio Dino, gesto condenado pelo Estadão em “Lula avacalha a liturgia do cargo”. E o debate da TV Globo acabou cancelado após decisões de Gilmar Mendes, Estela Aranha e Kassio Nunes que vetaram o púlpito vazio de Lula, e a desistência de Flávio Bolsonaro. Os três jornais reagiram em editorial (“Ataque de juízes prejudica neutralidade da eleição”, na Folha; “Sem liberdade não há debate”, em O Globo; “Juízes fazem o diabo para ajudar Lula”, no Estadão).
O segundo momento foi o dia da votação. No editorial “A democracia está nas mãos do eleitor”, o Estadão diz que Lula é o símbolo maior do atraso brasileiro e Flávio Bolsonaro é o candidato com pouco a oferecer.
O terceiro momento foi a apuração e Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula. As manchetes de 5 de outubro falaram em “avalanche” e “onda da direita” no Congresso. O Estadão (“Flávio na frente é recado claro do eleitor”) e a Folha (“Flávio e a direita mostram força nas urnas”) viram no resultado um repúdio ao “lulopetismo”, e O Globo (“Segundo turno impõe debate maduro de ideias”) manteve tom neutro.
COBERTURA DO GOVERNO FEDERAL E DO PRESIDENTE LULA
Gráfico 3. Cobertura do Governo Federal por jornal (IV)5

O Gráfico 3 apresenta a série mensal do IV do governo federal. Setembro fechou em −1,26, abaixo de agosto (−1,11), e outubro abre em −1,54. Na semana, o índice passou de −1,65 para −1,73, o valor mais negativo desde a semana de 5 a 11 de agosto (−1,80). O Estadão registrou o índice mais desfavorável (−3,00), seguido por O Globo (−1,45) e pela Folha (−1,40). O total de textos manteve-se em 73, mas a composição piorou. Os contrários passaram de 45 para 46, o maior número desde o início de agosto, os favoráveis caíram de dois para um, os neutros, de 26 para 25, e um texto ambivalente. No caso do Estadão, a amplitude do índice decorre da base reduzida: quinze textos contrários para apenas cinco neutros e ambivalentes.
Gráfico 4. Temas mais presentes na cobertura do Governo Federal e de Lula

Na semana, a cobertura das Eleições 2026 respondeu por 72 dos 94 textos sobre Lula, ou seja, mais de três quartos do total, e por 50 dos 73 sobre o governo federal. Economia e crise institucional completam os três temas mais frequentes, o primeiro soma treze textos na cobertura do governo e oito na de Lula, já o segundo, dois e quatro, respectivamente. As bets, terceiro tema na semana anterior, deixaram o grupo dos mais presentes.
A disputa eleitoral estruturou a cobertura. Sobre Lula, a Folha e O Globo publicaram 27 textos cada, e o Estadão, dezoito. O tom foi predominantemente factual, 41 neutros e 31 contrários, sem favoráveis nem ambivalentes, mas o Estadão destoou: metade de suas publicações sobre o presidente (nove em dezoito) foi contrária, proporção superior à da Folha (dez em 27) e à de O Globo (doze em 27). Na cobertura do governo, o quadro é mais adverso, com 29 contrários e 21 neutros nos 50 textos sobre a eleição. O Globo lidera, com onze contrários, seguido pela Folha, com dez, e pelo Estadão, com oito em apenas doze textos. O vocabulário da crítica combina judicialização e cálculo eleitoral. A coluna “Sem utopias”, do Globo, sustentou que o STF deixou de ser defensor da democracia para se tornar fator de desestabilização eleitoral, interferindo em favor do presidente. “Lula em sua pior performance”, no mesmo jornal, apontou a menor vantagem do petista desde 2002 e criticou a exploração da mentira sobre a santa; e “O gênio das eleições”, na Folha, falou em “populismo eleitoreiro” a propósito do reajuste do Bolsa Família e da proibição das bets. A recusa de Lula em participar do debate também foi alvo de crítica, como em “O novo fato”, no Globo, que a atribuiu mais à fraqueza do que à arrogância.
A economia manteve o padrão adverso na cobertura do governo: nove dos treze textos foram contrários. O Estadão respondeu por quatro deles, em cinco textos sobre o tema (o quinto, ambivalente), e O Globo, por três, em quatro. A Folha publicou quatro textos, entre eles o único favorável. Na cobertura de Lula, o tema rendeu oito textos: cinco contrários, dois neutros e um favorável. A crítica concentrou-se no custo fiscal das medidas de campanha. O Globo dedicou três editoriais contrários ao assunto: “Alta no custo do BPC exige revisão de critérios”; “Novo Desenrola agrava problema que quer resolver”, que tratou o programa como iniciativa de apelo eleitoral que premia maus pagadores; e “Fracasso do Move Motos expõe limites das políticas eleitoreiras”. A Folha, em “Sem conter gastos públicos, não haverá Desenrola que baste”, classificou o programa como paliativo eleitoreiro, e o Estadão, em “O aumento cavalar da dívida bruta”, atribuiu à política fiscal expansionista a dívida de 82,9% do PIB. Uma chamada de capa da Folha registrou ainda que o governo acelerou a concessão de crédito a estados e municípios às vésperas da eleição, com contratos de R$ 52,5 bilhões.
O texto favorável foi o editorial da Folha “Agências e órgãos reguladores precisam ser fortalecidos”, que apoiou a decisão de reforçar o Banco Central. O ambivalente foi o editorial do Estadão “O Brasil que queremos já existe”. A crise institucional, por sua vez, soma dois textos contrários ao governo, com o editorial do Estadão “O Senado no tribunal da História”, crítico às indicações políticas para o STF, e a coluna da Folha “Há juízes de estimação em Brasília”, e quatro publicações sobre Lula, três contrárias e uma neutra.
Gráfico 5. Cobertura do Governo Federal por veículo e tipo de texto

Entre os 46 textos contrários ao governo, as colunas passaram à frente, com dezoito, seguidas pelos editoriais (dezesseis), pelos artigos de opinião (sete) e pelas chamadas de capa (cinco). Na semana anterior, a ordem entre os dois primeiros gêneros era inversa: quinze editoriais e doze colunas. Por jornal, O Globo somou dezesseis textos contrários, dez deles em colunas; Estadão e Folha, quinze cada. Nenhuma das cinco manchetes da semana, uma do Estadão, duas da Folha e duas de O Globo, foi desfavorável ao governo: todas receberam valência neutra. No Estadão, oito dos dez editoriais foram contrários, um neutro e um ambivalente, o único da semana. Além dos editoriais sobre a judicialização da reta final e dos editoriais econômicos de O Globo sobre o BPC, o Desenrola e o Move Motos, já mencionados, a crítica espalhou-se pelas colunas, gênero que, por sua natureza, abre mais espaço ao juízo do autor.
Gráfico 6. Cobertura do Presidente Lula por jornal (IV)

O Gráfico 6 apresenta a série mensal do IV de Lula. Setembro fechou em −0,81, recuperação expressiva em relação a agosto (−1,34), e outubro abre em −0,78. Na semana, porém, o índice caiu de −0,73 para −0,88, com base em 94 textos: 44 contrários, um favorável, 49 neutros e nenhum ambivalente. O Estadão voltou a ser o jornal mais severo (−1,67, contra −1,63 na semana anterior), seguido por O Globo (−0,83, contra −0,50) e pela Folha (−0,59, contra −0,60); a piora se concentrou em O Globo. O índice do Estadão é resultado de 24 textos, quinze deles contrários e nenhum favorável, O Globo, com 33 publicações, soma quinze contrárias e dezoito neutras, e a Folha, com 37, reúne a maior parte das menções neutras (22), além do único texto favorável da semana.
Gráfico 7. Cobertura do Presidente Lula por veículo e tipo de texto

Na cobertura do presidente, as colunas também lideram, com vinte textos contrários, seguidas pelos editoriais (catorze), pelas chamadas de capa (seis) e pelos artigos de opinião (quatro). Estadão e O Globo somam quinze textos contrários cada, e a Folha, catorze, mas a distribuição por gênero varia: em O Globo, onze dos quinze textos contrários são colunas, enquanto no Estadão os oito editoriais que citam o presidente são todos contrários. A crítica a Lula passa, assim, pela opinião assinada em O Globo e pela voz institucional do próprio jornal no Estadão. Já o noticiário manteve registro neutro: as catorze manchetes que mencionaram o presidente receberam essa valência.
Conclusão
A semana do primeiro turno registrou piora simultânea dos índices do presidente e do governo federal. O IV de Lula caiu de −0,73 para −0,88, e o do governo, de −1,65 para −1,73, o pior valor desde a semana de 5 a 11 de agosto. A distância entre os dois índices encolheu de 0,92 para 0,85, mas o governo permanece, pela terceira semana consecutiva, em posição mais desfavorável que a do presidente. A eleição dominou o noticiário de forma ainda mais intensa que na semana anterior e produziu efeitos distintos conforme o objeto: na cobertura de Lula, prevaleceu o registro factual (41 textos neutros em 72), e na do governo, a crítica (29 contrários em 50). O predomínio do registro factual explica também o resultado de Flávio Bolsonaro, que fechou a semana em −0,28, o menor grau de negatividade entre as semanas completas desde agosto, com 72 de suas 92 menções codificadas como neutras.
A alta da crítica acompanhou dois movimentos. O primeiro foi a judicialização da reta final: os três jornais condenaram, em editorial, as decisões que levaram ao cancelamento do debate da TV Globo e trataram o presidente como seu beneficiário. O segundo foi o resultado das urnas, lido por Estadão e Folha como recado do eleitor contra o “lulopetismo”, leitura que o PT absorveu, com IV semanal de −0,97, ante −0,55. O Estadão manteve-se como o jornal mais crítico, com −1,67 para Lula e −3,00 para o governo, este último calculado sobre uma base de apenas cinco textos neutros e ambivalentes. Há uma diferença de tratamento que merece registro: enquanto o candidato do PL é tratado sobretudo como objeto de notícia, o presidente-candidato é avaliado também como governante, e seus atos de governo, das medidas econômicas à relação com o Judiciário, são lidos pela chave da instrumentalização eleitoral. Na campanha do segundo turno, cabe observar se a crítica ao governo se manterá nesse patamar ou se a cobertura retornará ao registro factual da disputa. O eixo econômico, por fim, segue adverso, com nove textos contrários em treze na cobertura do governo, e confirma a leitura das edições anteriores: é o tema que menos oscila e o que melhor expressa a posição de fundo dos três jornais.
DONI
O De Olho na Imprensa! (DONI) é um relatório produzido pela equipe do Manchetômetro, que é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e Esfera Pública (LEMEP), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da UERJ. Utilizamos a metodologia de análise de valências para avaliar o posicionamento dos jornais, complementada pela leitura qualitativa dos enquadramentos predominantes. Valores negativos do IV indicam predomínio de menções contrárias, e valores positivos, de menções favoráveis; como o denominador reúne apenas os textos neutros e ambivalentes, o índice não está contido em um intervalo fixo e é tanto mais sensível quanto menor a base de textos.
Manchetômetro
Expediente:
Luan Freitas – Coleta e codificação de dados
Natália Paiva – Revisão de dados
Eduardo Barbabela – Revisão de dados, análise e redação
Pollyanna Brêtas – Redação e revisão
João Feres Júnior – Revisão, redação e análise
André Madruga – Divulgação
Lidiane Vieira – Divulgação
André Felix – TI
- Os textos opinativos — artigos, colunas e editoriais — são coletados nas páginas 2, 3 e 4 da Folha de S. Paulo e nas páginas 2 e 3 de O Globo e de O Estado de S. Paulo.
↩︎ - Esta edição cobre a semana de 30 de setembro a 6 de outubro. Os gráficos mostram setembro fechado e uma coluna de outubro com os dados até o dia 6. Como a semana abrange o último dia de setembro e os seis primeiros de outubro, os índices semanais não coincidem com a coluna de outubro dos gráficos. Os gráficos referentes às Eleições 2026 seguem agregados mensalmente, embora o comentário continue concentrado na semana. Como o denominador do IV considera apenas as menções neutras e ambivalentes, o índice não está contido em um intervalo fixo e se torna mais instável à medida que diminui o número de textos codificados. Quando não há menções neutras ou ambivalentes, adotamos denominador mínimo de um. O rol de presidenciáveis foi ampliado para contemplar a lista completa registrada no Tribunal Superior Eleitoral: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata). Os índices semanais são calculados sobre bases menores que as das edições quinzenais e, portanto, estão mais sujeitos à variação provocada por poucos textos. A análise lexical cobre os 81 textos opinativos da semana para os quais dispomos do conteúdo integral, e as contagens excluem palavras de função.
↩︎ - O Índice de Valência (IV) é calculado pela fórmula IV = F-CA+N , em que F é o número de menções favoráveis; C, o de contrárias; A, o de ambivalentes; e N, o de neutras.
↩︎ - As candidaturas de Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Pablo Marçal, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Wilson Grassi não foram citadas na semana, assim como Aldo Rebelo e Cabo Daciolo, que passaram a constar da tabela de apoio. Augusto Cury apareceu em cinco textos neutros, o que resulta em IV zero. Augusto Cury não consta da versão atual do Gráfico 1; [DADO PENDENTE: IV acumulado de Augusto Cury em setembro e outubro, a extrair da tabela de apoio mensal]. ↩︎
- As valências dizem respeito à forma como a imprensa avalia as posições e as ações do presidente ou do governo federal. Um texto de valência contrária a Lula é aquele em que o presidente recebe tratamento crítico, e não necessariamente aquele que noticia um fato desfavorável ao governo.
↩︎